Resenha
Clarice conta a história de Macabéa, nordestina, que vive a vida em sofrimento. Sob o heterônimo de Rodrigo S.M., ela relata a vida de uma personagem com uma vida semelhante à sua própria, em que era Ucraniana, forasteira e carregava um sotaque quiçá nordestino.
A grande dúvida é se Macabéa viveu, e quanto. Uma vida cheia de dor, vivia pelo que os outros diziam, falavam ou ouvia da rádio. Vivia para sobreviver.
Toda vez que parecia viver, mudar o destino de sua vida, o objeto com capacidade “mutagênica” se provava péssimo, embora ela mesma não percebesse.
Com alegorias da invasão grega e da perseguição judaica na segunda guerra (Clarice era judia), Macabéa sofre ao tentar aproveitar e ter seu sopro de vida.
Sua epifania permite-a viver. Mas é um viver platônico. Ela precisava disso. A união da ação, busca e esperança contrasta a “Morte em vida”, conceito de “Morte e Vida Severina” que pego emprestado para descrever como Macabéa vivia.
Citações
sou datilógrafa e virgem, e gosto de coca-cola.
“Arrepende-te em Cristo e Ele te dará felicidade.” Então ela se arrependera. Como não sabia bem de quê, arrependia-se toda e de tudo.
deputada parecia nome feio.
uma vez pediu a Olímpico que lhe telefonasse. Ele disse:
— Telefonar pra ouvir tuas bobagens?
Madama Carlota (explosão) era um ponto na sua existência
eu sou, eu sou, eu sou. Quem era, é que não sabia. Fora buscar no próprio profundo e negro âmago de si mesma o sopro de vida que Deus nos dá
só agora entendia que mulher nasce mulher desde o primeiro vagido. O destino de uma mulher é ser mulher.
Qual foi a verdade de minha Maca? Basta descobrir a verdade que ela logo já não é mais
Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos 🍓